sábado, 9 de abril de 2011

Um resto de tudo, uma volta de 180º


Dou meia hora para entrar em erupção.

Sinto a tua falta como nunca senti falta de alguém. Preciso de saber que estás aqui, preciso que me beijes a testa agora mesmo.

Não consigo esquecer as covas que as tuas bochechas criavam quando te olhava nos olhos, nesses olhos de cor de caramelo. Bolas, tenho saudades tuas!

Lembraste de mim? Esperei por ti uma tarde destas, mas tu não apareceste. Aliás, em doze meses do calendário a multiplicar por dois anos nunca tive sinal de ti, quer dizer tive mas ficou tudo como um copo meio vazio, como um puzzle sem metade das peças, e nenhuma de nós foi capaz de saber encher o copo como procurar as peças do puzzle.

Nunca mais a minha caixa de entrada voltou a ficar cheia, nunca mais ninguém voltou a entrar cá em casa, nunca mais voltei a ser a mesma. Se soubesses o quão tudo mudou, o quão tenho para te contar, o quão este silêncio me mata, me esfola por dentro! O quão ficou por dizer, o quão já tentei substituir-te e não consigo, o quão eu te amo (e vou te amar para sempre).

Eu disse, dou meia hora para entrar em erupção e… pronto, já está! Fiz os possíveis e impossíveis por ti, ignorei o meu orgulho, rebaixei-me por ti e nada feito, nada concretizado, nada conquistado. Uma coisa é certa, aprendi brutamente a aceitar um não, a perder uma batalha e posteriormente uma guerra! Agora protejo-te através do canto do olho e seguro-te na ponta dos dedos. Até sempre, princesa.

Elo.

3 comentários:

  1. Maravilhoso texto, Elodie. Adorei, adorei, adorei.

    Beijinho,

    Ana

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  2. Está lindo, gostei!
    Chama-se Get it right - Lea Michele.

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